Continuando sobre ontem...

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Hoje eu li um artigo muito bonito, "A feminilidade e a sensualidade", de Manuela Melo. Artigo muito interessante, falando sobre as diferenças entre ser feminina e ser sensual, aos olhos da Igreja. O bom de um artigo como esse é porque a gente (ao menos eu) vê o quão é difícil ser mulher hoje em dia, principalmente uma mulher cristã. Eu culpo o feminismo. O movimento feminista pode ter nos trago muitas coisas boas, mas, pra mim, as consequencias ruins foram em maior número. Em um outro artigo, "Por que as mulheres são tão tristes?", uma das entrevistadas - Claudia Valli - resume bem o que o feminismo trouxe às mulheres "A emancipação feminina é como um contrato que foi assinado sem ter sido lido direito e que agora precisa ser renegociado". Nós mulheres hoje em dia somos muito cobradas por tudo. Conquistamos a emancipação, o direito de estudar, trabalhar, falar, votar, nos candidartamos a cargos públicos. Ótimo. Perfeito. Mas não perdemos nossas "obrigações de mulher". Ainda temos que cuidar da casa, cuidar dos filhos, do marido. Continuamos sendo tratadas como objetos de desejos, de posse. Ainda temos que posar nuas para deleite dos homens, temos nosso corpo explorado minuciosamente e sem pudor em todos os veículos de "comunicação". Temos que ser lindas, gostosas. Cheias de estereótipos. Hoje a mulher tem praticamente uma imposição da sociedade em ser uma "super mulher", que faz tudo e um pouco mais. Que emancipação foi essa?
Hoje, as mulheres esqueceram de ser mulheres. Nós mulheres somos diferentes dos homens em muitos e muitos aspectos. As mulheres hoje só querem ser lindas, independentes, ter os mesmos direitos dos homens, uma liberdade de preço caro. E ainda querem ser amadas. Como uma mulher que se veste de uma forma provocativa o tempo inteiro, fica com vários caras, sai todas as noites, entre outras coisas, quer ser amada? Esquecem que quem determina isso é a sociedade. E a sociedade determina que existem "mulheres para casar e mulheres para comer". E esse tipo delimitado acima não são as para casar.
Nós mulheres que engravidamos, somos as provedoras do primeiro amor. É conosco que nossos filhos aprendem a amar, a respeitar, a serem corretos. Mas como aprender isso se as mães não estão mais ali para ensinar? Cadê as mães de hoje? Estão trabalhando. Estão subindo na vida. Estão alcançando suas metas que no fim não lhe trarão felicidade também.
Não estou dizendo que as mulheres não tem esse direito. Lógico que tem!!! Mas é preciso renegociar essa "emancipação" que só nos traz frustrações.


Por fim, deixo um texto aqui que li no blog Rosa Mulher.

"As mulheres de Deus jamais podem ser como mulheres do mundo. O mundo já tem muitas mulheres agressivas; precisamos de mulheres ternas. Já há muitas mulheres ríspidas; precisamos de mulheres refinadas. Existem muitas mulheres que têm fama e fortuna; precisamos de mais mulheres de Fé. Já existe ambição bastante; precisamos de mais bondade. Existe orgulho suficiente; precisamos de mais virtude. Já temos popularidade demais; precisamos de mais pureza".

(Margaret D. Nadauld CG Out. 2000)

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